Le vent et la fleur


De seda a pétala que é de brancor
De quando em quando queda complacente...
O teu sussurro esgueira transparente
Despetalando-se despertador...

Em tudo há teu perfume... meu rancor
Suspeito desta noite em que somente
O crime pelo qual, profundamente,
Julguei que talvez fosse transgressor...

E mal definha a flor forjada em ar
No cata-vento morto ou moribundo
Que a susto então revive e asperge luz...

Talvez, querendo assim te humanizar,
Almejo, entre um mundo e outro fundo,
Teus olhos de Mulher ou de Jesus...

3 Comments:

Al Reiffer said...

A chave de ouro é realmente de ouro! Abraços!

Carlos de Thalisson T. Vasconcelos said...

Poesia de qualidade detected.

Fred Caju said...

Demais, Davi! E gostei do blog assim, como uma folha de papel: simples e esperando ser preenchida.